quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Plano de Crescimento Pessoal




Boa sugestão para iniciar 2013, pensando em você. Segue uma teoria que aborda as pessoas em quatro tipos, cada um de nós temos um pouco de algum dos tipos. Mas sempre terá um que se sobressairá. Tente perceber qual o seu tipo.
A TEORIA DOS QUATROS TEMPERAMENTOS
 Há vários anos os estudiosos vêm estudando o comportamento humano e em 1798 na Europa o filósofo alemão Emmanuel Kant foi provavelmente o que mais influência obteve ao publicar (embora incompleta) a teoria dos quatro temperamentos. Foram vários anos de estudos e chegou-se a conclusão que há quatro  classes de temperamento.
-Sanguíneo
-Melancólico
-Colérico
-Fleumático
Concluiu-se ainda que cada pessoa, pertence a uma dessas classes desde o nascimento. Entretanto ficou claro que em alguns casos, o filósofo encontrou pessoas com uma mistura de temperamentos, o que julgou ser normal.
Torna-se mais fácil lidar com as pessoas próximas de nós, se conhecermos melhor o seu temperamento.
Lidar com o ser humano é uma tarefa meio delicada, mas se conheço o meu temperamento e também o de quem convive ao meu redor, acho que será mais fácil o relacionamento. Veja só:
Pessoas com o temperamento SANGUÍNEO.
São pessoas alegres e esperançosas, atribui grande importância a aquilo que está fazendo no momento, mas logo – logo se esquece. Normalmente fazem muitas promessas, porém  não tem vontade de cumprí-las porque não é de levar a diante grande parte do que faz. Mal devedor e sempre precisa de um tempo maior para pagar suas dívidas. Embora ele não seja mal, sempre comete alguns erros com pessoas próximas, pedindo desculpas e voltando a cometer os mesmos erros novamente. Não é de levar as coisas a sério, meio egoísta, interesseiro, mas também é muito sociável, brincalhão, se contenta com facilidade, está sempre sorrindo e vive rodeado de amigos.
Qualidades: Comunicativo, destacado, entusiasta, afável, bom companheiro, compreensivo e crédulo.
Defeitos: Volúvel, indisciplinado, medroso, barulhento, impulsivo, egocêntrico, avarento, exagerado e pusilânime
Pessoas com o temperamento MELANCÓLICO.
A pessoa com esse temperamento, dá muita importância para tudo que envolve a sua vida, descobre em tudo uma razão para a ansiedade e em qualquer coisa ou situação nota antes de tudo a dificuldade. Ao contrário do sanguíneo. Não é muito de fazer promessas, sempre tem respostas objetivas em alguns casos é franco até demais, age sempre com cautela e desconfiança, tem forte tendência a ser pirracento, não sorrir com muita facilidade, meio depresssivo, não é de se abrir com pessoas, tem poucos amigos, mas é muito leal a esses poucos que com dificuldades conseguiu fazer, mesmo que seus problemas é sempre maior que o dos outros, tem uma forte tendência em sofrer calado pela dificuldade de comunicação, está sempre de mal humor, se fere com muita facilidade e por ser muito crítico acaba se tornando meio antipático, porém é o mais inteligente dos temperamentos, sua habilidade é notável em tudo que faz.
Qualidades: Leal, dedicado, idealista, esteta, perfeccionista, sensível, minucioso e habilidoso.
Defeitos: Egoísta, amuado, complexado, pessimista, confuso, teórico, anti-social, crítico, vingativo e inflexível
Pessoas com  temperamento Colérico
Normalmente pessoas com esse temperamento, têm a cabeça quente, nervoso, grosso, fica agitado e alterado com muita facilidade. Porém se acalma rápido. Tem reação rápida para quase todas as coisas, é alguém que está sempre ocupado e sem tempo, não é muito perseverante, autoritário, dar ordens é o seu forte, cumprir ordens já é um grande problema na vida do colérico. Dizem que ele é curto e grosso. Porém gosta de pompa, formalidade, elogios, ser reconhecido por aquilo que faz é avarento, sempre consegue atrair opositores por que gosta de mandar e está sempre certo.
Qualidades: Enérgico, Independente, Resoluto, Otimista, Prático, Muito eficiente, Decidido, Líder e Audacioso.
Defeitos: Impaciente, Astucioso, Cruel, Insensível, Auto suficiente, Agressivo, Intolerante, Vaidoso, Prepotente, Iracundo e Sarcástico
Pessoas com o temperamento Fleumático
Fleuma significa falta de emoção, o fleumático tem a grande tendência de não emocionar com facilidade, se move vagarosamente, mas retém o calor humano por mais tempo, é lento em quase tudo que faz, não é de ver dificuldades é o mais calmo dos temperamentos, normalmente nunca diz não, mesmo que um sim lhe será prejudicial, não é dotado de grande sabedoria, não é muito de festa, está sempre de bom humor, age muito com o coração e não pela razão, por isso é fácil de ser ludibriado, ver um fleumático nervoso é muito raro, porém quando está no limite pode cometer erros irreparáveis.
Qualidades: Calmo, Tranquilo, Cumpridor, Eficiente, Conservador, Líder, Diplomata, Otimista, cauteloso, Pacífico e bem humorado.
Defeitos: Desmotivado, Muito indeciso, Inseguro, Pretensioso, Contemplativo, Temeroso, calculista.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O uso da Bíblia na Catequese


ESCOLA CATEQUÉTICA DIOCESANA
OFICINA: O USO DA BÍBLIA NA CATEQUESE
ASSESSORA: Ir. Clara Sousa
SUGESTÕES DE COMO APRESENTAR ALGUMAS HISTÓRIAS BÍBLICAS
1.    História de Moisés – Ex 1,8 – 2,10
Apresentar a história com duas imagens: Moisés e da sarça, complementando a história com as suas próprias palavras. Cortar a imagem de Moisés e da sarça, colar em palitos e usar a criatividade.


2.    História de Samuel – I Sm 3, 1-21
Apresentar utilizando imagens ilustrando a história.













     



3.    História de Salomão – I Rs 3, 1-15
Utilizar um cartaz colocando palavras-chaves que demostrem os pedidos feitos a Deus.

Ensina-me a ouvir, para que eu saiba governar o teu povo e discernir entre o bem e mal!
Darei a você: SABEDORIA - RIQUEZA - FAMA - VIDA LONGA


4.    Marta e Maria – Lc 10, 38 - 42
Uso do jogral
Leitor 1 - Um dia, Jesus estava viajando e parou na aldeia de Betânia, na casa de seus amigos Marta, Maria e Lázaro.
Leitor 2 - Marta estava toda atarefada com os cuidados da casa e Maria assentou-se aos pés de Jesus, para ouvi-lo falar.
Leitor 3 - Marta disse a Jesus:
Leitor 4 - “ Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha para servi-lo? Fale para a ela que me ajude!”
Leitor 3 - Jesus lhe respondeu:
Leitor 5 - “Marta, Marta, anda muito inquieta e se preocupa com muitas coisas. No entanto, uma só lhe é necessária.
Leitor 2 - Maria, sua irmã, escolheu a melhor parte.”
Todos – Devemos reservar os melhores momentos para Deus!
5.    Filho Pródigo – Lc 15, 11 -32
História em quadrinhos













     

 

6.       O rico e o pobre – Lc 16, 19 – 31
Desenho livre, contando a história. Ter em mãos cartolina e hidrocor de várias cores. Uma pessoa vai contando a história e outra vai desenhando.


OUTRAS DINÂMICAS

JOGO DO ECO

O catequista diz o verso; a turma toda ecoa.
O catequista então deve dizer alguma característica, por exemplo: olhos azuis, os meninos, as meninas, cabelos castanhos - assim ao dizer o verso, somente Os catequizandos que têm a característica mencionada devem ecoar o versículo.

COM BOLA

Forme um círculo com os catequizandos e deixe que joguem uma bola entre si; ao comando do catequista, devem parar o jogo e aquela que estiver com a bola deve dizer o versículo (pode-se estipular que a criança que está de cada lado da que tem a bola deve dizer o verso também).

ESCONDE-ESCONDE

Escreva cada palavra do verso em um pedaço de papel ou outro objeto. Divida a turma em 2 grupos. Um grupo esconde as palavras e o outro deve encontrá-las e arrumar o versículo. Para dificultar você pode acrescentar algumas peças com palavras que não fazem parte do versículo daquele dia.

COM FANTOCHES

Um fantoche deve dizer o verso com alguns erros e perguntar Os catequizandos "Acertei?". Os catequizandos o corrigem e dizem o verso correto; o fantoche tenta novamente e erra em outro trecho; sendo novamente corrigido. Repita algumas vezes, mas pare antes que Os catequizandos enjoem da brincadeira.
SEU MESTRE MANDOU...
Seu mestre mandou: falar o versículo enquanto pula; falar o versículo segurando a ponta do nariz; com a mão no joelho; fazendo caretas; etc..

CASAS NUMERADAS

Desenhe com giz, uma "casa" no chão para cada criança; numere de 1 a 6, mesmo que os números se repitam. Toque uma música e enquanto isso os catequizandos devem passear ou dançar. Ao parar cada criança deve ocupar uma casa (não pode ter mais de uma criança em cada casa). Peça a uma delas que jogue um dado (você pode fazer um bem grande com uma caixa de papelão ou pedaço de espuma firme) e Os catequizandos que estiverem na casa com o mesmo número do sorteado devem falar o versículo.

APAGUE UMA PALAVRA

Escreva o versículo todo no quadro. Leia com os catequizandos o versículo todo. Apague uma palavra, leia novamente, apague outra palavra, e assim sucessivamente até apagar tudo.
Você pode pedir que venham ao quadro para apagar ou apagar mais de uma palavra de cada vez de acordo com a dificuldade do verso.
 
JOGO DA VELHA
Elabore uma quantidade grande de perguntas referentes ao tema do encontro do dia.  O jogo poderá ser repetido com novas perguntas. Risque no quadro-negro a base do jogo: É sorteado quem vai iniciar o jogo.
                                 
Cada grupo terá uma marca (X, 0, número, letra, etc.)
A resposta certa dará o direito de colocar a sua marca no lugar de sua escolha.
O grupo que conseguir completar uma horizontal, vertical ou diagonal, ganha o jogo.
Caso um grupo não saiba a resposta, passa a vez para o outro.

MÃO NO SINO
Formar duas equipes e dispô-las em filas, sendo que os primeiros participantes de cada equipe fique de frente um para o outro. No meio dos dois primeiros da fila colocar uma mesinha com um sino. O catequista fará uma pergunta referente a algum assunto bíblico já estudado e o que tocar primeiro o sino responderá a pergunta. Se acertar, ganhará um ponto para a equipe, se errar, perderá um ponto.. No final se somarão os pontos para verificar a equipe vencedora, esses pontos poderão ser anotados na lousa pelo catequista.

A TROCA DE UM SEGREDO
Material necessário: pedaços de papel e lápis.
Desenvolvimento: os participantes deverão descrever, na papeleta, uma dificuldade que sentem no relacionamento e que não gostariam de expor oralmente;
A papeleta deve ser dobrada de forma idêntica, e uma vez recolhida, misturará e distribuirá para cada participante, que assumirá o problema que está na papeleta como se fosse ele mesmo o autor, esforçando-se por compreendê-lo.
Cada qual, por sua vez, lerá em voz alta o problema que estiver na papeleta, usando a 1ª pessoa “eu” e fazendo as adaptações necessárias, dando a solução ao problema apresentado.
Compartilhar:  a importância de levarmos a cargas uns dos outros e ajudarmos o nosso próximo.

O 13º DISCÍPULO
Material: Cartolina, espelhos (ou papel alumínio ou folha metalizada que reflita imagem), cola.
Faça um cartão para cada criança, dobrando um pedaço de cartolina e colando dentro o espelho. Do lado de fora escreva: Quem é o 13o discípulo?
Mostre os cartões, sem abrir. Diga às crianças que terão a semana toda para tentar responder à pergunta e que no próximo encontro receberão o cartão com a resposta.
Prepare e distribua uma lista de tarefas a fazer que poderão ajudá-las a encontrar a resposta:
- procurar na Bíblia;
- memorizar o nome dos 12 discípulos de Jesus;
- conversar e entrevistar adultos, pastores, etc..

No encontro seguinte ouvir os relatos e entregar os cartões. Depois que as crianças o abrirem conversar sobre as reações ao ver sua imagem refletida, como e porque cada um é o 13o discípulo, etc..
Escrever o texto de João 15.14 nos cartões.
As crianças podem então preparar um outro cartão para presentear ou preparar convites ou mensagens para distribuir a amigos.

Como usar a Bíblia na catequese



O texto que segue irá ajudar o catequista dando dicas práticas sobre o uso do texto bíblico na catequese. Um dos critérios importantes é a respeito pelo texto, pelo contexto e pela idade dos catequizandos.

DICAS DE INÍCIO

Para início de conversa sobre o uso da Bíblia na catequese é importante saber:
Respeita a interação vida-Bíblia. Que também a criança, o adolescente, aprenda a ler a Bíblia a partir da vida e em função dela. Trabalhar com a Bíblia sem ligá-la com a vida é como querer utilizar um aparelho elétrico desligado da eletricidade: não funciona! A Bíblia brotou da vida de um povo e para que seja captada em seu verdadeiro sentido tem de estar ligada à vida do grupo que a lê, reflete e reza a partir dela. O catequista precisa ter uma boa formação bíblica para não fazer uma leitura fundamentalista, ou seja, ler tudo ao pé da letra.Como vimos nos encontros anteriores e preciso descobrir o que o texto está dizendo, que linguagem o autor utilizou para dar o seu recado.
Não dizer hoje o que termos de desdizer amanhã. Quando o catequista não sabe responder o que a criança perguntou, é bom dizer que não sabe e que dará a resposta depois. Sempre que possível, não só falar da Bíblia, mas dar-lhe a palavra.

A ESCOLHA DOS TEXTOS BÍBLICOS

Não vamos nos deter a elencar um monte de critérios, achamos mais interessante, momento, nos prendermos a um critério básico, iluminará todos os demais; é a questão da gradualidade.
Certa manhã um fazendeiro montou a cavalo e foi inspecionar suas roças. Chegando lá viu os pés de milho todos muito bonitos, mas ainda muito pequenos. De repente, pôs-se a gritar com os cólons: ”Como é que vocês não fazem nada para ajudar meu milho a crescer mais depressa?” Apeou e, com as duas mãos, começou a puxar e espichar os pezinhos de milho, um por um. De noite, voltou para casa. Estava exausto! Mas comentava: “O dia foi puxado, mas valeu: ajudei o nosso milho a crescer”.
No dia seguinte o milharal estava todo ressequido. Morto.
Com as pessoas humanas acontece à mesma coisa. Tudo se dá no tempo certo. E este crescimento às vezes é lento. O catequista deve saber respeitar este ritmo, dar tempo ao tempo.
Quando fomos trabalhar com um texto bíblico na catequese devemos estar atentos:
Ao linguajar do texto: ver se têm palavras difíceis que precisam ser substituídas
À experiência de vida do catequizando – entrar em sintonia com a situação que estão vivendo no momento (dor, alegria, luto, festa, esperança, temor...); procurar conhecer o catequizando, o que pensa, vive, sente... A criança evolui, passa de uma mentalidade mágica para outra cada vez mais concreta, crítica, feita de curiosidade e indagação. A leitura Bíblica também terá que evoluir.
À sua maturidade na fé: É importante não esquecer que a criança, o adolescente, o jovem, estão num processo de iniciação à vida de fé. É preciso ir devagar, não podemos usar textos que ainda não estão à altura dos catequizandos, que são difíceis demais.

SUGESTÕES
Levando em conta os períodos sensíveis na idade evolutiva dos catequizandos aqui vão algumas sugestões de seleção e textos bíblicos:

INFÂNCIA: 7-8 ANOS

Características da idade –
Fase marcante no desenvolvimento humano; ainda muito concentrada no seu “eu”, sente enorme necessidade de estima de amor; aberta à contemplação, à admiração; gosta de ouvir o silêncio; apreciam símbolos, a expressão corporal, os bichos, tudo o que é vida; gosta de saber fazer as coisas, de rir e brincar, de aprender e decorar.
Quanto à imagem de Deus –
Prevalece a imagem do Deus grande, forte, que tudo sabe e pode, justo, santo, bom: do Deus da criação e dos milagres.
Quanto a Bíblia –
A criança está na fase de alfabetização: boa ocasião para apresentar-lhe a Bíblia como livro bonito, importante, que os homens apreciam mais que qualquer outro.Pode-se contar como é que ela apareceu na vida do povo, como ele continua sendo importante para as pessoas aprenderem a resolver seus problemas.Usar cartazes, desenhos, expressão corporal.Deixe que as crianças vejam, toquem, perguntem, dêem palpite, façam.Conte histórias de enredo curto, mantendo a atenção até o fim, narrativas simples, distinguindo claramente entre o bem e o mal.Evitar preconceitos a respeito de pessoas e tipos.O sofrimento e o mal podem e devem ser abordados, mas de modo a inspirar confiança; a história terminará com a vitória do bem.Cuidado com os aspectos chocantes na mentalidade infantil: histórias como a de Herodes (matança de bebês), de Caim (que mata o irmão), os pormenores da Paixão de Jesus e de outros textos semelhantes, são traumatizantes nesta idade.Enfim, narrativas bíblicas que impressionam negativamente a criança e amedrontam podem provoca antipatia pela Bíblia durante longos anos.
Sugestões de textos –
Histórias de Abraão, Zaqueu, Paulo, principalmente falem de Jesus, amigo dos pobres e pequenos; de suas atitudes; de suas orações, de seus amigos. Textos contemplativos: frases dos salmos e dos Evangelhos que exprimem alegria, louvor, agradecimento, confiança.Um Salmo inteiro será cansativo demais, por isso, devemos escolher as frases mais falantes.Textos sapienciais: dois excelentes repertórios são o livro dos Provérbios e o Eclesiástico (não confundir com Eclesiastes que é muito pesado para essa idade).

FINAL DA INFÂNCIA: PELOS 9-10 ANOS

Características-
Viva, ativa, interessa por aventuras, viagens, ação, gosta de ler, de estudar, de aprender, está mais socializada, o que lha dá mais segurança, quer saber os porquês – se o fato aconteceu mesmo; quer coisas concretas (não está mais ligado à linguagem poética, lendas e fábulas).
Quanto a Bíblia –
Tempo favorável para boas informações sobre o livro: como foi escrito, quando, por quem, para que, diversidade dos escritos, informações sobre o povo, a terra, os costumes; tempo de familiarizar-se com costumes e lugares da Bíblia; tempo de manusear a Bíblia: saber encontrar livro, capítulo, versículo; agora, mais que o desenho, serão apreciadas a montagem e a colagem de figuras; a expressão corporal será substituída por encenação-não mera repetição do texto, mas a sua atualização.
Sugestão de textos-
Deverão ser concretos, movimentados. Boa ocasião para aprofundar a vida adulta de Jesus. Nos Atos encontraremos bons textos sobre comunidades primitivas. Fala-se de Deus criador, da sua grandeza conforme a Bíblia nos fala, mas sem usar a imagem simbólica própria do Gênesis 1 e 2 Esses textos são difíceis para essa idade.Eles exigem uma boa formação do catequista.Mas, são textos para serem usados com os jovens e não com crianças.Por enquanto, fala-se de Deus criador sem usar esses textos.
Os relatos de milagres e as parábolas de Jesus, ao contrário do que em geral se pensa, não são os mais indicados.A criança pode ficar com uma imagem deturpada de Jesus, como se Ele fosse um mágico, parecido com os dos desenhos da televisão.Os livros de catequese mais atualizados não usam essas narrativas.

PRÉ – ADOLESCÊNCIA –PELOS 11-12 ANOS

Características 
Mundo infantil começa a desmoronar-se: questiona tudo, surge à consciência das próprias limitações; há uma nova volta para o próprio “eu”; é a época dos grupos solidários; da imitação dos adultos. Devido a uma série de fatores, principalmente os meios de comunicação social, esta fase tem começado antes dos 11 anos.
Textos bíblicos –
Numa linha mais refletida tomem-se às figuras de Jesus, Jeremias, Paulo. Ainda não é tempo para anjos e demônios, lendas e insistência em milagres.

ADOLESCÊNCIA - PELOS 12- 15 ANOS

Características –
São visíveis à insegurança, a instabilidade e a aguda emotividade; retirada ao próprio mundo interior - com o sofrimento que esta solidão traz; sensação de não ser compreendido e de sequer ser capaz de compreender; tempo de afirmação da própria personalidade; é contra todo autoritarismo; desconfia do adulto - mas precisa dele; idade de interesse pelo sexo e o amor; das cartas pessoais e dos diários íntimos (meninas); dos conflitos na família; de preocupação pelo futuro (vocação).
Quanto a Bíblia –
Atenção especial ao aspecto afetivo, emotivo. Há muita identificação com personagens que se impo por seu humanismo. Especial atenção desperta os profetas, por sua crítica às situações de injustiça ou de incoerência São importantes os textos que encaram o misterioso da vida e seu sentido mais profundo; os que orientam a busca desse sentido, inclusive do ponto de vista de vocação (Mt 5,7).
Será interessante tomar, agora, unidades maiores: parábolas, pequenos livros como Jonas, Judite, Amós.

FINAL DA ADOLESCÊNCIA –PELOS 15-19 ANOS

Características –
Há especial interesse pela experiência dos outros e com os outros: a consciência crítica faz com que se posicione diante dos males e das contradições do mundo.
Quanto à Bíblia –
Tempo de tomar textos mais difíceis, profundos. Pode-se abordar qualquer texto Bíblico. Será bom proporcionar uma visão de conjunto da Bíblia, colocando os problemas com que a Bíblia nos quer confrontar.
Sugestões de textos –
Gn 1-11 visto como reflexão sobre o nosso hoje (o homem no mundo; problemas de relacionamento, pecado e salvação); narrativas da infância de Jesus, narrativas de milagres, - Jó, Eclesiastes, Evangelho, de marcos, Cartas de Paulo (1Cor).
Vale a pena chamar a atenção também para a linguagem da Bíblia.Descobrir a linguagem como parte de um conjunto, como sintoma de uma situação e, ao mesmo tempo, instrumento, seja de opressão ou de libertação.
Alguns cuidados –
Não usar a Bíblia só por curiosidade, passatempo piedoso sem entrar na dinâmica do povo que a escreveu e na nossa comunidade.
Não se usa a Bíblia para domesticar crianças e adultos em nome de Deus. A obediência à fé é outra coisa. Cada frase da Bíblia está dentro de um contexto. Não se devem usar frases pescadas cá e acolá e isolados do seu contexto para impor uma idéia um pensamento. Na Bíblia o único herói é Deus. Cuidado para não elevar certos personagens à dimensão de super homens, sem defeitos.
O único jeito de ler a Bíblia que a Igreja condena é a leitura fundamentalista, que lê tudo ao pé da letra; se aparece algo estranho, invoca-se o poder de Deus, e pronto.
 Vanessa Catequista - Canapolis/MG